02 de abril de 2.001

Antes de chegar ao consultório, deixo o filme para revelar.

Na hora do almoço passo na loja e pego minhas fotografias. Desta vez o envelope é grosso. Sinal de que há muitas fotografias em seu interior. Abro o envelope, ansioso.

É a Lua. Mas todas as fotografias estão meio borradas. Não sei dizer se estes borrões são provocados pelo movimento da Lua, ou seja, uma tempo de exposição grande demais, ou se as imagens estão simplesmente fora de foco.

Fico decepcionado. Chego em casa e deixo as fotografias em cima da mesa.

5 de abril de 2.001

À tarde, resolvo escanear uma das fotografias para ver se consigo melhorar a qualidade das imagens.Esta é a fotografia que escaneei. É a melhor de todas.

Começo a editar a imagem com o "Photo Styler 2.0", programa de edição de imagens meio velhinho, mas que fornece resultados satisfatórios. Tento melhorar o foco. Subdivido as imagens nos canais CMYK. E, após algumas horas, obtenho duas imagens interessantes (são detalhes da fotografia original):

 

Nesta imagem, que é o canal C de uma subdivisão CMYK, com regulagem de foco, pode-se notar uma cratera e, em seu interior, o que parece ser uma cordilheira montanhosa. 

Se entendi bem os textos que estudei, as crateras são formadas pelo impacto de meteoritos que se chocaram contra a superfície da Lua. Pude observar, pela luneta, algumas crateras que apresentam em seu centro, elevações bem nítidas e arredondadas, que imagino serem exatamente os meteoritos que deram origem àquelas crateras. Mas esta imagem não apresenta UMA elevação. Eu diria que apresenta TRÊS elevações perfeitamente alinhadas, formando a cordilheira.

Mas não é muita coincidência o fato de três meteoritos caírem exatamente um ao lado do outro, alinhando-se de forma perfeita? Ou será que esta imagem foi apenas uma distorção fotográfica?  Talvez algum astrônomo mais experiente que eu possa fornecer explicações mais concretas. Aceito opiniões.

Outro detalhe que me chamou à atenção, está na imagem seguinte, que engloba exatamente a borda visível da Lua:

Esta imagem é o canal K de uma subdivisão CMYK, com regulagem de foco. É uma cratera vista de lado. Mas não se podem ver as paredes das bordas da cratera. Mas se não as vemos, isto deve significar que temos uma cratera tão longa que se pode ver de um lado a outro, como se se tratasse de um vale. Mais uma vez, repito: esta é uma conclusão minha e posso estar redondamente enganado. Se alguém quiser me corrigir, será muito bem-vindo.

Baixei da Internet um programa muito interessante: trata-se do Virtual Sky 4.3. O programa é alemão, mas possui uma opção de legendas em inglês. Dele tirei um mapa da superfície lunar do dia e hora em que tirei as fotografias acima:

Para se ter uma idéia da dimensão das crateras, aquela pintada em vermelho (Ptolemaeus) possui um diâmetro de 164 Km.

Mas, por falar em baixar programas, existe, no site www.ud.com ,um programa que pode ser baixado gratuitamente, que trabalha com a memória ociosa do micro, ou seja a memória que não está sendo usada naquele momento. O que ele faz? Existem nos tumores malignos, certas proteínas. E existem moléculas de substâncias químicas que podem reagir com as proteínas do tumores. Desta reação, talvez se possa encontrar a cura de muitos (ou quem sabe todos) os tumores. Porém, para estudar todas as combinações possíveis, seria necessário um supercomputador.

Então, você baixa o programa do site, e ele já carrega a estrutura de uma proteína e de várias moléculas que poderiam interagir com aquela proteína. Cada micro faz uma pequena parte do trabalho e, depois envia-se os resultados de volta para o site. A somatória dos trabalhos de todos os micros correspondem ao trabalho de vários supercomputadores. Um micro isolado, levaria centenas de anos para realizar o trabalho todo.

Meu micro, até o presente momento, já encontrou 4 moléculas reativas. Quem sabe, numa delas não está a cura do câncer? Vale à pena tentar. E a máquina não fica mais lenta pela ação do programa.

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