11 de setembro de 2002

 

Hoje fui buscar na Fotoptica a ampliação que mandei fazer do negativo da fotografia da M-7 que mostrei na página anterior. Imaginei que a ampliação feita pelo meu pobre software Photo Styler 2.0 de edição de imagens provavelmente implicaria na perda de qualidade. Pensei que a ampliação feita por um ampliador fotográfico, possivelmente traria resultados melhores.

Ao chegar à loja, a gerente já sabia quem era eu. Apresentei o canhoto para retirada, mas ela nem olhou: foi direto abrir uma gaveta de onde tirou um envelope. E, rindo, me contou que a ampliação não é feita na loja da Av. Angélica, mas sim na matriz.

Como ela esperava, recebeu um telefonema da matriz perguntando o que era para ampliar, pois a pessoa encarregada do ampliador não estava entendendo a fotografia: só enxergava manchas sem sentido.

Prevendo que isto aconteceria, eu já havia explicado à gerente do que se tratava e o que eu esperava ver. O resultado, me pareceu bom. Bom, não. Ótimo. Pensei que não ia sair nada, mas saiu:

É claro que a gerente e a funcionaria queriam saber do que se tratava. E eu, apontando para aquele borrãozinho expliquei que era um enxame de estrelas, cuja luz leva nada menos que 900 anos para chegar até a terra. Elas me pareceram não acreditar muito nas minhas palavras. Mas isso não estava me importando: o que me chamava à atenção realmente, era aquela imagem azulada no alto da foto. Parecia uma nebulosa. E eu não fazia a menor idéia do que se tratava.

Mais tarde, estudei a fotografia, com a ajuda de um atlas celeste, e concluí tratar-se apenas de algum reflexo da objetiva ou mesmo do próprio ampliador.

A M-7 recortada aparece assim, na fotografia:

Tentei eliminar, sempre com o bom e velho Photo Styler 2.0, o efeito do movimento, mas não consegui. A imagem do livro do Pedro Ré e do Guilherme de Almeida é a que se segue:

Espero um dia chegar lá... Mas, por enquanto, fiquei feliz com o resultado.